Por que as Mãos e Joelhos parecem Sofrer mais com a Ação do Tempo

A maioria das mulheres se preocupam em cuidar do corpo, do rosto, cabelos e correm para esconder o máximo a chegada da idade. Sendo assim acabam gastando verdadeiras fortunas em diversos tratamentos estéticos para driblar a ação do tempo e esquecem de cuidar das mãos e dos joelhos que acabam entregando a idade .

De nada adianta uma face impecável, sem manchas e com rugas sutis, se as mãos parecem com aquelas de zumbi, com veias e tendões aparentes, além de pele flácida e desidratada. Sem falar nos joelhos com dobras caídas e ressecadas. A boa notícia é que dá para apostar em prevenção, agregando cuidados diários nas mãos e nos joelhos. Porém, são raras ainda aquelas que estão atentas à questão e buscam orientações de dermatologistas.

Mas, afinal, por que as mãos e joelhos parecem sofrer mais com a ação do tempo, denunciando a idade real de uma mulher?

A dermatolgista explica que a camada da pele chamada derme é composta basicamente por fibras de colágeno e sua espessura varia de acordo com a região do corpo. Nas mãos, como a derme é mais fina, o colágeno está em menor quantidade e, portanto, elas ficam mais suscetíveis ao envelhecimento. O mesmo vale para os joelhos. A perda muscular natural em todo corpo, que fica evidente depois dos 50, também tem sua parcela de culpa. Existe ainda a perda de gordura sob a pele, inerente ao envelhecimento.

E o sol é o principal vilão. Mais exposta aos danosos raios ultravioletas, as mãos são pouco lembradas na hora de aplicar protetor solar. Razão pela qual, o recomendado pelas médicas é sempre deixar na bolsa e no carro um filtro solar para ser reaplicado constantemente.

O FPS mínimo recomendado para as mãos é de 20, mas as mais precavidas podem apostar naqueles com mais de 30, especialmente no verão. É importante se certificar de que o filtro solar contenha proteção de radiação UVA, raios diretamente responsáveis pelo processo de envelhecimento cutâneo. Outro agressor comum para as mãos é o contato com produtos químicos, como detergentes e sabões que ressecam a pele. Nesse caso, sempre aconselho minimizar o contato com os produtos de limpeza com o uso de luvas, além de sempre hidratar com cremes potentes.

Para casos de envelhecimento mais avançados, o cirurgião plástico indica três procedimentos para rejuvenescer as mãos. Um deles é o lifting cirúrgico, no qual se retira o excesso de pele que provoca a flacidez. Dependendo do caso, a incisão é quase imperceptível e pode ser feita na borda lateral da mão ou então na região do pulso.

O segundo procedimento chama-se lipoenxertia: enxerto de gordura das mãos. É indicado nos casos de flacidez, ossos aparentes com veias e tendões visíveis.Nele, há necessidade de aspiração de gordura de outro local do corpo para ser implantada nas mãos, mas o inconveniente é que o organismo pode reabsorver entre 40% e 60% desse enxerto. O outro tratamento é a bioplastia que lembra a lipoenxertia, só que em vez de se aplicar gordura corporal, se usa polimetilmetacrilato, uma substância derivada do plástico, mais conhecida como PMMA.

E para os joelhos ,o que fazer para disfarçar a ação do tempo ?

O ideal é caprichar na hidratação diária, apostando em fórmulas ricas em ingredientes nutritivos, como manteiga de karité e aveia. Por não possuir glândulas sebáceas, responsáveis pela produção de óleo natural, a pele fica mais seca, espessa e, muitas vezes, escurecida. Para combater essas características, é preciso usar cremes que também contenham ureia, cerca de 20%, que tem ação queratolítica, ou seja, esfoliam e afinam a pele, removendo aquela camada endurecida, avisa a médica. Outros ingredientes para hidratar e amaciar, também são bem-vindos: óleo de amêndoa, ácido láctico, lactato de amônia e alantoína.

Os joelhos sofrem com outro fator: a flacidez da pele da coxa, que despenca até formar uma dobra na região. Além de manter a hidratação em dia, não engordar ajuda a afastar esse problema. Para combater a flacidez da coxa, é possível fazer sessões de radiofrequência ou de infravermelho.

 

 

fonte : Uol

 

 

 

 

 

 

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